terça-feira, 27 de abril de 2010

Adesivos autocondicionantes

Ainda sobre o Congresso da Revista Clínica e o Simpósio sobre adesivos promovido pela 3M Espe. Alguns ítens importantes que foram discutidos e valem a pena ser observados:
  • Os adesivos autocondicionantes de última geração tem pH mais alto, são menos ácidos e portanto mais estáveis à hidrólise que seus antecessores autocondicionantes no mercado. Produzem uma ótima adesão à dentina, sem abrir seus túbulos dentinários e portanto seu uso diminui o risco de sensibilidade pós-operatória.
  • O condicionamento do esmalte é fundamental para garantir a integridade marginal e longevidade das restaurações feitas com estes adesivos. Durante a fase de condicionamento e lavagem desse esmalte, a dentina pode estar protegida por uma bolinha de algodão. A remoção do ácido do esmalte também pode ser feita inicialmente por sucção com cânulas plásticas ou metálicas, seguida de abundante lavagem.
  • Os adesivos autocondicionantes formam uma zona de integração, correspondente à camada híbrida, semi-permeável. Quanto mais tempo se demora para inserir o material restaurador, maior quantidade de água aflora da dentina para a superfície da cavidade. Nas restaurações de quadrantes, evite aplicar adesivo em todos os dentes e depois iniciar a inserção do material restaurador. Aplique o adesivo imediatamente antes de começar a restaurar cada dente.
  • Estes adesivos devem ser aplicados de forma ativa, ou seja, friccionados com seus aplicadores (tipo microbrush) contra a superfície das paredes pulpar e axiais das cavidades. Aguardar 20segundos e promover aplicação de jato de ar contínuo para homogenização da camada e volatilização de solventes.
  • Como outros adesivos, a aplicação em multicamadas também é recomendada para os self-etchs.
  • Uma camada de monômero hidrófobo sobre estes adesivos tende a melhorar a longevidade da retenção adesiva, uma vez que diminui a permeabilidade da interface adesiva.
  • Mantenha estes adesivos sempre sob refrigeração. Na impossibilidade de mantê-los refrigerados, utilize-os no período máximo de 6 meses.
  • Por agirem diretamente sobre a dentina pós-preparo cavitário, é recomendado que o acabamento do preparo seja feito com instrumentos rotatórios metálicos multilaminados ou diamantados de corte fino ou extra-fino. Estes instrumentos produzem uma lama dentinária mais delgada, o que facilita a molhabilidade da dentina e a ação mais efetiva do adesivo.
  • O uso de adesivos self-etch associados ao condicionamento do esmalte parece ser hoje a maneira mais simples e segura de se realizar restaurações diretas estéticas com minimização de erros e menor risco de sensibilidade pós-operatória. O uso de adesivos de 3 passos, total etch, é ainda a técnica com comprovação científica mais consistente de se promover adesão efetiva e longeva, porém o maior numero de passos e componentes tende a gerar maior número de variáveis clínicas e maior indução de erros por parte dos dentistas.
  • Os adesivos self-etch também são os mais indicados, por sua facilidade de uso e efetividade de resultados em dentina,  para as técnicas de hibridização dos preparos protéticos (Resin Coating Techinique - Immediate Dentin Sealing).
  • A eleição de um adesivo self-etch de última geração elimina a necessidade do uso da clorexidina pós condicionamento ácido e também, na maioria dos casos, a necessidade de proteção dentino-pulpar através de bases cavitárias. (Fatores como proximidade pulpar, permeabilidade dentinária, correto diagnóstico da situação pulpar e idade do paciente devem ser sempre considerados)
Certamente muitas novidades ainda serão publicadas sobre estes adesivos, mas já são hoje uma alternativa interessante para a prática restauradora diária. Até a próxima.

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